segunda-feira, 16 de maio de 2011

Novamente aquela maré.










Acho impressionante a capacidade que o ser humano tem de se iludir. Criamos expectativas em coisas, e principalmente pessoas tão pequenas, que chegam a ser, de certa forma, absurda nossa capacidade de se deixar levar. E isso me aconteceu nesta semana.

Há muito tempo que você não rondava em meus pensamentos, mas foi só saber que seu atual relacionamento tinha chegado ao fim, que sua imagem, e o desejo de viver tudo aquilo que não vivemos por falta de vontade de sua parte, tomaram-me de uma forma humilhante.

A razão sempre me dizia para não construir meus sonhos na areia, porque uma hora ou outra, as águas de seu mar, turbulentas que são, iriam destruir tudo de forma violenta. Mas como meu coração adora me contrariar, e principalmente, falar mais alto, eu não fiz o que seria certo.

Por força maior e incontestável, quando dei por mim, mais uma vez eu estava iludido por você. Mesmo sem nenhum motivo aparentemente concreto, e com a certeza de que você nunca mais vai me olhar com outros olhos, saber que você não tem mais um compromisso emocional com ninguém, me fez criar um devaneio tão doce, que tive que me auto beliscar para poder despertar desse encanto.

Já passou. Como eu disse, foi só uma ilusão, mas não posso negar que esta nostalgia, com nome, endereço e estado civil favorável aos demais, me fez levitar uns palmos do chão, e se estatelar da queda com a dura realidade.

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