
Eu não lhe culpo pela minha falta de entrega, muito pelo contrário, você é a pessoa mais cordial na qual já me envolvi, mas acho que me tranquei para o amor de tal forma, que no próximo século não conseguirei me libertar.
O medo de sofrer tem me impedido de dar passos longos... Sei que não devo me render a esse fato, mas ao recordar de todas as lágrimas derramadas por uma dor incalculável, acabo concordando em assinar esse contrato com a solidão, sem ao menos ler uma única cláusula.
Você insiste que, juntos, construirmos um elo significativo. Sei que não estou colaborando para que isso realmente aconteça, mas você com toda a sua ternura e pré-disposição, tem trabalhado por você e por mim para que nós nos tornemos um só.
É estranho esse certo desdém de minha parte, mas juro que a minha maior vontade nesse momento era me envolver de cabeça nessa relação, mas como disse, meu medo de sofrer não me permite enxergar o amor que antecede tudo.
Acho que um psicanalista iria adorar me ter como seu objeto de estudo, pois está pra nascer na Terra (ou em qualquer outro planeta) um ser mais complicado do que eu. Sei que se eu continuar assim, meu futuro se resumirá em trabalho, amargura, gatos ara criar e dar presentes para meus futuros sobrinhos em datas comerciais, e sinceramente, não quero aceitar isso.
Vou ser pessimista, tentar mudar. Vou me dedicar de verdade à esse novo alguém. Quem sabe se ao conhecê-la melhor esse receio não desapareça?
Uma amiga uma vez me disse uma frase, que me cabe perfeitamente como filosofia num momento como esse:
“Não odeie todas as rosas pq uma lhe espetou...”
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