terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amor patológico.


E durante muito tempo eu tinha o amor como uma patologia, e me afastava o máximo possível para não me contaminar. Não achava normal uma pessoa ficar deprimida, de cama e sem vontade pra fazer nada quando se vivenciava o término de um relacionamento. Quer dizer que amar era isso, ficar doente? Ficar tão dependente de outra pessoa ao ponto de não querer viver quando tudo acabava? Então, percebi que quando realmente se gosta tanto de alguém ao ponto de os olhos brilharem ao falar desta, quando se tem na pessoa amada um elo significativo e grandioso, é normal que se perca o chão e adoeça. Vejo que amar é algo muito abrangente, e em certos casos incompreensível em tal grau, que nem uma boa teoria psicanalista de Freud não explicaria. Mas este é um estado de euforia tão gostoso... Então, ame, mas ame pra valer! Mesmo que lá na frente você se estatele com um fim não agradável, mesmo que todas as circunstâncias o leve para o lado negativo, mas ame. Não olhe tanto para frente buscando vislumbrar o fim, mas enxergue seus passos calmamente, um por vez, para ver tudo nascer lindamente.

Estou meio bobo ultimamente. Talvez a melancolia do fim de mais um ano, ou até mesmo o filme que assisti que achei parecido com minha história. Não sei. Mas deu-me uma vontade de falar de amor (mais uma vez), mesmo estando desprovido deste no momento e partindo em busca do ‘’conhecer”. Mas quem nunca imaginou que viveria a história mais sensacional de sua vida a partir do primeiro encontro, que atire a primeira pedra, ou melhor, a primeira gargalhada.


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