E durante muito tempo eu tinha o amor como uma patologia, e me
afastava o máximo possível para não me contaminar. Não achava normal uma pessoa
ficar deprimida, de cama e sem vontade pra fazer nada quando se vivenciava o término
de um relacionamento. Quer dizer que amar era isso, ficar doente? Ficar tão
dependente de outra pessoa ao ponto de não querer viver quando tudo acabava? Então,
percebi que quando realmente se gosta tanto de alguém ao ponto de os olhos
brilharem ao falar desta, quando se tem na pessoa amada um elo significativo e
grandioso, é normal que se perca o chão e adoeça. Vejo que amar é algo muito
abrangente, e em certos casos incompreensível em tal grau, que nem uma boa
teoria psicanalista de Freud não explicaria. Mas este é um estado de euforia
tão gostoso... Então, ame, mas ame pra valer! Mesmo que lá na frente você se
estatele com um fim não agradável, mesmo que todas as circunstâncias o leve
para o lado negativo, mas ame. Não olhe tanto para frente buscando vislumbrar o
fim, mas enxergue seus passos calmamente, um por vez, para ver tudo nascer
lindamente.
Estou meio bobo ultimamente. Talvez a melancolia do fim de
mais um ano, ou até mesmo o filme que assisti que achei parecido com minha
história. Não sei. Mas deu-me uma vontade de falar de amor (mais uma vez),
mesmo estando desprovido deste no momento e partindo em busca do ‘’conhecer”.
Mas quem nunca imaginou que viveria a história mais sensacional de sua vida a
partir do primeiro encontro, que atire a primeira pedra, ou melhor, a primeira
gargalhada.

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