sexta-feira, 18 de novembro de 2011

E tudo terminou.

Posso ser de mel, e de veneno. Posso ser muito humano, e muito bicho também. Me morde e eu te como. - Clarice Lispector


Por muito tempo fechei os olhos, avaliando a situação. Ouvi bastante aquela música que mais lembrava-me você, aquela que ousei a acreditar que seria o hino do nosso amor. E chorei. Chorei muito, por dias, por não acreditar que tudo o que eu mais tinha sonhado e desejado não estava acontecendo. Nossa história tinha chegado ao último capítulo, não por minha vontade, mas pela sua.
E foi assim, que abri meus olhos. Vi que o que eu havia escrito pra gente, que eu jurava que era amor, se tornou um drama em que seu personagem era alvo de conspiração de meus leitores; eles lhe desejavam a morte! Segui fiel às minhas palavras de não mais lhe procurar, e consegui chegar onde estou com o ar de promessa cumprida. Você definitivamente faz parte de um arquivo de minha mente que não é visitado.
Hoje, ao ver você jogando esse charme vagabundo, daqueles extraídos de filmes enfadonhos, percebo o quão infantil eu fui. Sabe, eu me fechei a você e não vi quanta gente interessante tinha ao meu redor. E eu as deixei entrar. Elas entraram e me proporcionaram um mundo com diversas cores e sabores que eu gostei, e que não quero sair tão cedo. Por isso, continue exatamente assim; instável, imutável, sempre com aquele ar de ‘’Sabe tudo”, que eu vou vivendo por aqui, e muito bem!

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