quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Garçom, mais uma, por favor!




Resolvi beber algo. Talvez meus anseios sejam engolidos, um por vez, em cada gole. Talvez eu tire de mim essas incertezas, esse medo sabe-se lá do que, essa extrema vaidade inútil que não me deixe seguir adiante. Vou beber e filosofar o quão bobo estou sendo. Assim, esvaziando copos, esvaziando garrafas, percebo que nessa vida não se pode encher a cara na vontade de esquecer algo. Eles vêm mais forte e violentamente, batendo na porta com força... E assim, com um alto teor alcoólico, com pensamentos lentos e não completados, deito-me olhando para o teto que gira constantemente como num carrossel, e adormeço lentamente esquecendo estas bobagens e acordando muito bem (se não fosse a bendita dor de cabeça).

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