Resolvi beber algo. Talvez meus anseios sejam engolidos, um
por vez, em cada gole. Talvez eu tire de mim essas incertezas, esse medo
sabe-se lá do que, essa extrema vaidade inútil que não me deixe seguir adiante.
Vou beber e filosofar o quão bobo estou sendo. Assim, esvaziando copos,
esvaziando garrafas, percebo que nessa vida não se pode encher a cara na
vontade de esquecer algo. Eles vêm mais forte e violentamente, batendo na porta
com força... E assim, com um alto teor alcoólico, com pensamentos lentos e não
completados, deito-me olhando para o teto que gira constantemente como num carrossel,
e adormeço lentamente esquecendo estas bobagens e acordando muito bem (se não
fosse a bendita dor de cabeça).

Nenhum comentário:
Postar um comentário