quarta-feira, 11 de abril de 2012

The End.


Eu queria expulsar de meu corpo o teu cheiro depois daquela transa descompassada que me rendeu uma enorme revolta comigo mesmo. A prioridade de saciar o corpo tomou o lugar do restante das coisas que formaram a nossa relação. Alguns minutos bastaram para que seu perfume descesse pelo ralo, mas nem mesmo se eu passasse horas a fio debaixo do chuveiro não eliminaria de mim aquela ressaca moral de saber que em você não há mais aquela cumplicidade. Saudades das palavras gentis e do tempo em que o que mais importava era o nosso bem estar, o dialogo e a inocência do começo do relacionamento. Eu cultivei em você as mais variadas sementes do amor e da sinceridade na esperança de ver nascerem as mais belas plantas que iriam enfeitar o nosso jardim. Até que conseguir ver brotar algumas mudinhas pequeninas, mas o calor intenso da tua luxúria rachou a terra, secou as folhas e impediu o crescimento. Não menti em momento algum para você. Fui leal aos meus sentimentos e soube expressá-los no momento adequado. Pouco tempo foi suficiente para que eu percebesse que nossas visões de convivência e prioridades são ultra mega diferentes. Seguir caminhos diferentes seria o melhor rumo que poderíamos tomar neste momento em que o desdém tomou conta de tudo.  Estou aceitando a idéia de que nossa história já deu o que tinha que dar. Vou ter lembranças especiais de você, sabe? Vou lembrar-me de quão eufórico eu fiquei ao te conhecer e de como eu acreditei que meus ideais de amor iriam se concretizar. Que nestes novos horizontes que vamos trilhar haja espaço para novas pessoas. Que estas que surgirão saibam nos compreender, respeitar e principalmente oferecer-nos o melhor e o desejado. Sempre...


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