Andei vendo
algumas fotos suas. Apesar de tamanha naturalidade, em um lugar propício à
diversão, faltava algo em você. Talvez em seu olhar profundo, indesviável e
questionante que sempre me instigou. Faltava algo em seu sorriso meio fajuta,
meio inocente, meio verdadeiro. Algo de muito diferente havia naquela postura
inquietante, como se faltasse algo (ou alguém) ao seu lado. Talvez faltasse a
parte de tudo isso que ficou comigo quando colocamos um fim em toda nossa quase
história.
Mais de um mês se passou, e é como se somente
agora eu percebesse que talvez você fosse a única pessoa que apareceu e poderia
me transbordar. Eu não sei bem o porquê de nosso pseudo-cômico-relacionamento
não ter vingado. Sou uma pessoa difícil, confesso, mas... Não vou justificar-me
com argumentos que não lhe convenceram e tão pouco serviram para agora. Sinto
saudades de ti. Aquela sensação de domingo de tarde, sem nada pra fazer, em que
vem aquele questionamento inevitável de como seria se estivesse-mos juntos
ainda. Tarde demais. Sem lastimas, o tempo sabe o que faz.
Bom, só queria que
você soubesse que ás vezes dói. Às vezes não sei o que fazer com aquela lágrima
teimosa que insiste em cair quando penso em ti. Mas estou bem, tenho tentado
preencher sua espera com romances literários ou até mesmo com uma música. Tenho
tentado erroneamente procurar em outras pessoas aquelas piadinhas suas ao
acordar ou a forma meiga em que você me chamava quando queria colo. Não tenho
obtido sucesso nessas tentativas de te reconstruir em outro alguém, mas vou
criando sonhos baseados nos que vivemos. Sempre...

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