Bom mesmo seria se nos relacionamentos as pessoas fossem as
mesmas do início ao fim. A gente conhecesse e se apaixona por um alguém que tenta
ser o mais gentil e cordial possível, que usa e abusa das mais variadas
palavras de afeto, mas no desandar dos fatos, no decorrer da carruagem, tudo
muda... Mudam-se as vontades, os gostos, as mensagens na madrugada não chegam
mais e as ligações para dizer que esta com saudades não acontecem há muito
tempo. As frases que animavam na hora do sexo se transformaram em “ta me machucando”
ou até mesmo “não quero mais”. Coisas banais, que poderiam não acontecer. E nesses
desencontros ocasionados por nós mesmo, vai ficando tudo tão morno... Sou a
favor do calor da paixão, do fogo que arde em nosso peito só de lembrar-se da
pessoa que nos deixa bobo, sabe? Não
adianta seguir adiante num relacionamento em que a monotonia do dia-a-dia já
tomou de conta. E conseqüentemente a gente se lembra daquele filme em que o
cara apaixonado tem que conquistar a mulher amada todo dia. E se cada dia fosse
como uma nova conquista? E se a ficção se tornasse algo obrigatório? E se a cada amanhecer a gente tentasse
conquistar o amor de nossas vidas de uma forma única? E se no decorrer de um
relacionamento não houvesse essas mudanças bruscas de comportamento? E se... A
gente foge em busca de respostas que nem sempre aparecem.

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