terça-feira, 27 de março de 2012

Questione-se.


Bom mesmo seria se nos relacionamentos as pessoas fossem as mesmas do início ao fim. A gente conhecesse e se apaixona por um alguém que tenta ser o mais gentil e cordial possível, que usa e abusa das mais variadas palavras de afeto, mas no desandar dos fatos, no decorrer da carruagem, tudo muda... Mudam-se as vontades, os gostos, as mensagens na madrugada não chegam mais e as ligações para dizer que esta com saudades não acontecem há muito tempo. As frases que animavam na hora do sexo se transformaram em “ta me machucando” ou até mesmo “não quero mais”. Coisas banais, que poderiam não acontecer. E nesses desencontros ocasionados por nós mesmo, vai ficando tudo tão morno... Sou a favor do calor da paixão, do fogo que arde em nosso peito só de lembrar-se da pessoa que nos deixa bobo, sabe?  Não adianta seguir adiante num relacionamento em que a monotonia do dia-a-dia já tomou de conta. E conseqüentemente a gente se lembra daquele filme em que o cara apaixonado tem que conquistar a mulher amada todo dia. E se cada dia fosse como uma nova conquista? E se a ficção se tornasse algo obrigatório?  E se a cada amanhecer a gente tentasse conquistar o amor de nossas vidas de uma forma única? E se no decorrer de um relacionamento não houvesse essas mudanças bruscas de comportamento? E se... A gente foge em busca de respostas que nem sempre aparecem.


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